sábado, 17 de outubro de 2015

PRODUTOS DO BARÃO - MEL DE ENGENHO, RAPADURA E CACHAÇA FAÇA JÁ SEU PEDIDO!


MEL DE ENGENHO - 4,00
RAPADURA EM CUBINHO EMBALAGEM ESPECIAL - 2,50
CACHAÇA ENVELHECIDA A PARTIR DE 5,00. 
CHAVEIROS VARIADOS.






ENCOMENDAS E PEDIDOS
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engenhodobarao@hotmail.com

CRÔNICA DO VELHO ENGENHO



Observar o desenvolvimento de Ceará-Mirim e analisar sua história atual, as explosões urbana e demográfica, seus conflitos internos, a decadência de sua economia, não tem como deixar de refletir sobre “O Velho Engenho”, crônica do grande mestre Edgar Barbosa em seu “Imagens do Tempo”, 1966.

A memória da cidade está sendo consumida, metaforicamente, pela fuligem da cana, levada na ventania do amanhã e tragada pelo crepúsculo do crescimento. No futuro próximo, bem próximo, quando buscarmos encontrar as raízes da gente baquipeana, perceberemos que  amanheceu cinza e a manhã da criação será apenas uma lembrança e, apesar de verde – se ainda houver verde – a aquarela acabou!

A manhã da criação terá evaporado com a neblina do vale!!!

VELHO ENGENHO
Edgar Barbosa - Imagens do Tempo - 1966

Dentro do nevoeiro do vale mal se entrevem os despojos do velho engenho morto. A casa está em ruínas e uma erva hostil cresce, silenciosa, por toda a bagaceira, invadiu os alpendres e assenhoreou-se do chão onde nunca mais pisou o pé humano.


Que fim levaram os antigos moradores? Onde os meninos trêfegos, os mestres, os cambiteiros, os animais e as aves que alertavam as madrugadas?

Tudo parece morto, não há sinal de vida dentro do grande vale onde outrora ecoavam os rumores do trabalho e as alegrias das safras exuberantes. Os próprios caminhos estão ocultos ou se tornaram sendas misteriosas de um mundo perdido. As chuvas os transformaram em barrancos, as formigas, às suas margens, construíram sossegadamente o seu reino. E à noite, sob as estrelas, as corujas desferem o seu canto soturno e imprimem ao velho engenho um aspecto de câmara ardente.

Entretanto, a terra, em redor, clama por que a fecundem. As árvores, embora maltratadas e esquecidas, guardam no porte a majestade dos dias que foram belas. Coroando o outeiro, como um penacho real, ergue-se um pau d’arco de cem anos, que ainda floresce como no tempo de jovem. E tudo isso paira, ali, no exílio, como se fosse um continente ignorado, lembrando a terra depois do dilúvio.

Eis um crime para o qual não há pena. Esse êxodo de ingratos e de emasculados, que arrancaram suas próprias raízes para ir vegetar adiante, como parasitas, mereciam um castigo. Eles, os senhores, meninos que se tornaram velhos, perderam-se nas ruas, passeiam displicentemente pelo asfalto das cidades, entretêm-se com as músicas e os cinemas, dançam e cantam nos clubes. A sua vida parece a dos presidiários que se consolam com o simples passar dos dias e das noites. A diferença é que esses fugitivos, sem alma nunca têm remorsos.

O velho engenho lá ficou, desmanchando-se pedra por pedra. Os maquinismos foram vendidos ou enferrujam, na sepultura das moitas, enquanto a erva cresce, silenciosa, afogando os alpendres, cobrindo como um sudário implacável, a bagaceira morta.

TRILHA DO PARAÍSO PERDIDO EM CEARÁ-MIRIM/RN










[07:00] Saída de Natal
[07:30] Chegada na feira livre de Ceará mirim, visita aos estandes do mercado para café da manhã;
[08:00] Trilha do Paraíso Perdido (6km) passando por várias ruínas de casarões de engenhos desativados e terminando no banho das escravas;
[12:30] Almoço
[14:00] Fonte de Pureza
[16:00] Retorno a Natal

  • Transporte, seguro, trilhas, guias, visitas e almoço.
  • 2
    R$ 120,00 ou 2 x R$ 65,00 no cartão.

INFORMAÇÕES

(84) 9945-5701 | 8804-6505
contato@penaestradatrilhas.com

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

CEARÁ-MIRIM DEFINE SEUS NOVOS CONSELHEIROS TUTELARES



Os novos Conselheiros Tutelares de Ceará-Mirim foram eleitos neste domingo 04 de outubro.

O Conselho Tutelar é o órgão responsável por zelar pelos direitos das crianças e adolescentes do município.

Numa eleição que pela primeira vez ocorreu simultaneamente em todo o país, concorreram ao pleito, 19 candidatos.

De acordo com o calendário do processo de escolha, quem quiser entrar com algum recurso contra os resultados de votação e apuração, têm até esta terça-feira 06/10 para formalizar o pedido, e a publicação da Resolução homologando o resultado em definitivo, ocorre no próximo dia 09 deste mês de outubro.

A posse dos novos conselheiros está marcada para o dia 04 de janeiro de 2016.

CONFIRA A RELAÇÃO DOS CINCO NOVOS CONSELHEIROS ELEITOS

01 – Luciano Albuquerque de Freitas............... 900 votos

02 – Manoel Luiz da Silva Filho (Nel)................ 832 votos

03 – Maria da Conceição Pereira Costa............ 818 votos

04 – Cleópatra Barros de L. Monteiro............... 775 votos

05 – Eluziete Bezerra da Costa.......................... 769 votos

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

#Partiu - Na terra do "Barão"

Distante 32 quilômetros da capital potiguar, a terra dos verdes canaviais guarda pelas ruas do centro uma viagem pela memória de uma aristocracia canavieira que remonta à história da criação da cidade e do Estado.  Com casarões abandonados, prédios da época do Império e ruínas e antigos engenhos, Ceará-Mirim é um destino para incluir no roteiro de quem se interessa por história e cultura potiguar. E para a volta no tempo ser ainda mais real, quem apresenta a cidade é o Barão de Ceará-Mirim, como é conhecido o pedagogo e guia turístico Francisco Ferreira, o “Barão”.
Júnior SantosO pedagogo e guia turístico Francisco Ferreira é o Barão de Ceará-MirimO pedagogo e guia turístico Francisco Ferreira é o Barão de Ceará-Mirim

O percurso até lá pode ser feito por via rodoviária ou da forma mais tradicional: de trem.  E é na Estação Cultural de Ceará-Mirim que o passeio começa, subindo pelas ruas do centro até chegar à Igreja de Nossa Senhora da Conceição. Uma charmosa mureta com os conhecidos balaustres – pilares em formato abaulados  característicos da arquitetura grega e romana – dividem a linha férrea da rua Leci Varela, uma das principais vias da cidade e onde funcionou por muitos anos a feira livre.  A estrutura, em frente ao Solar Vasconcelos, é responsável pela forma como os moradores chamam a via até hoje: a “Rua Balustrada”.
Júnior SantosPalácio Antunes (sede da Prefeitura):A construção imponente faz parte da memória cultural da cidade. O casarão foi construído em 1888 e pertenceu à família Antunes. Era a casa da “Sinhá moça”, a jornalista e escritora Madalena Antunes. O casarão foi doado ao poder público em 1975 por Rui Pereira Júnior para ser sede da Prefeitura e anos depois tombado patrimônio histórico do RN. É possível uma  visita programada.Palácio Antunes (sede da Prefeitura):A construção imponente faz parte da memória cultural da cidade. O casarão foi construído em 1888 e pertenceu à família Antunes. Era a casa da “Sinhá moça”, a jornalista e escritora Madalena Antunes. O casarão foi doado ao poder público em 1975 por Rui Pereira Júnior para ser sede da Prefeitura e anos depois tombado patrimônio histórico do RN. É possível uma visita programada.

No caminho, casarões do século XIX estão por toda a parte. Ao todo, são cerca de 500 que resistem desde o período colonial. “Os casarões são propriedades privadas  sem qualquer política de tombamento como patrimônio histórico e cultural ou que garantam a preservação dos prédios que guardam a memória do início da história local”, conta o barão.
Júnior SantosCasa Grande do Engenho Guaporé – Casa de Veraneio do Barão de Ceará-Mirim: De arquitetura neoclássica, a Casa Grande do Engenho Guaporé (1850), é hoje um dos mais imponentes e também mais abandonado dos prédios da antiga Ceará-Mirim. Está tomado por lixo, destroços e mato crescido por todo lado. O acervo foi levado do local, a estrutura está corroída.Casa Grande do Engenho Guaporé – Casa de Veraneio do Barão de Ceará-Mirim: De arquitetura neoclássica, a Casa Grande do Engenho Guaporé (1850), é hoje um dos mais imponentes e também mais abandonado dos prédios da antiga Ceará-Mirim. Está tomado por lixo, destroços e mato crescido por todo lado. O acervo foi levado do local, a estrutura está corroída.

Todos os casarões possuem “eira e beira”, que demonstravam o alto poder aquisitivo e o “berço” das famílias nobres daquela época. O  casarão da família Soares e Correia, ao lado do Mercado Público,  apresenta fachada deteriorada, mas ainda preserva os chamados abacaxis em louça, trazidos da cidade do Porto, em Portugal. O casarão foi construído pelo coronel Onofre José Soares, que resolveu se mudar do engenho para o centro para ficar próximo ao Mercado Público.
Júnior SantosMercado Público: A edificação de 1881 é dos principais pontos de visitação e reunião das famílias cearamirinenses. Construído pelo coronel Onofre José Soares, senhor do engenho Cruzeiro, era um entreposto para a comercialização dos produtos derivados da cana-de-açúcar, como rapadura, mel, açúcar, melaço e aguardente. Aos sábados, dia de feira na cidade,  há shows de artistas locais.Mercado Público: A edificação de 1881 é dos principais pontos de visitação e reunião das famílias cearamirinenses. Construído pelo coronel Onofre José Soares, senhor do engenho Cruzeiro, era um entreposto para a comercialização dos produtos derivados da cana-de-açúcar, como rapadura, mel, açúcar, melaço e aguardente. Aos sábados, dia de feira na cidade, há shows de artistas locais.

No entorno da Pracinha do Mercado, o casarão vermelho do major Onofre Soares Filho e o Palácio Antunes, sede da Prefeitura. Além da arquitetura e do acervo é possível conhecer a história da escritora Madalena Antunes, que escreveu as memórias da Sinhá Moça, bem como sobre o mal que levou o pai ao suicídio da sacada do prédio.
Júnior SantosSolar Simas e Vasconcelos: A construção no estilo neoclássico, um sobrado charmoso com grandes janelões na fachada, foi erguida pelo coronel Laurindo Simas, importante comerciante da região, e foi dado como dote para Pedro Vasconcelos, um dos primeiros prefeitos e Ceará-Mirim, que casou-se com a filha do coronel. Hoje no local, funciona a escola municipal Madalena Antunes Pereira com turmas de ensino fundamental.Solar Simas e Vasconcelos: A construção no estilo neoclássico, um sobrado charmoso com grandes janelões na fachada, foi erguida pelo coronel Laurindo Simas, importante comerciante da região, e foi dado como dote para Pedro Vasconcelos, um dos primeiros prefeitos e Ceará-Mirim, que casou-se com a filha do coronel. Hoje no local, funciona a escola municipal Madalena Antunes Pereira com turmas de ensino fundamental.

Nas ruas, outras moradias como o Solar da família Sá, ainda preserva no subsolo o espaço da senzala. O casarão da família Barros e o ginásio Santa Águeda, que abrigou o colégio e o convento das freiras franciscanas, são algumas das atrações.
Júnior SantosEstação ferroviária: Inaugurada em 1906, foi a primeira estação do País a receber um presidente. Afonso Pena foi recebido com toda pompa, na ocasião. A estação marcou um período áureo da economia canavieira do Estado, sendo o principal ponto de escoamento de mercadorias e pessoas entre o pólo da oligarquia sucroalcooleira e a capital potiguar. Hoje, a estação cultural recebe turistas e é ponto de partida para visitas ao Centro Histórico da cidade.Estação ferroviária: Inaugurada em 1906, foi a primeira estação do País a receber um presidente. Afonso Pena foi recebido com toda pompa, na ocasião. A estação marcou um período áureo da economia canavieira do Estado, sendo o principal ponto de escoamento de mercadorias e pessoas entre o pólo da oligarquia sucroalcooleira e a capital potiguar. Hoje, a estação cultural recebe turistas e é ponto de partida para visitas ao Centro Histórico da cidade.

A parada no mercado municipal é obrigatória para compras de peças artesanais e apreciar a culinária regional. Entre os produtos da cana-de-açúcar, o caldo tirado na hora, no quiosque do senhor Almir de Souza, que há 50 anos trabalha no mercado divide a preferência com  a rapadura e o mel de engenho. “Quem toma o caldo de cana  volta a Ceará Mirim”, diz seu Almir. No quiosque 1, é possível saborear o picado, a buchada de bode, a carne guizada acompanhada por feijão verde ou cuscuz e uma boa dose de cachaça.
Júnior SantosIgreja matriz de N. Senhora da ConceiçãoSímbolo de religiosidade e devoção à padroeira Nossa Senhora da Conceição, a construção da Igreja matriz levou 42 anos para ficar pronta e é uma das maiores igrejas do Estado. A grandiosidade, aliada a um teto pintado com imagens de Nossa Senhora da Conceição, Jesus Cristo e Santa Águeda, e um altar com imagens sacras do século XIX, chama a atenção dos visitantes.Igreja matriz de N. Senhora da ConceiçãoSímbolo de religiosidade e devoção à padroeira Nossa Senhora da Conceição, a construção da Igreja matriz levou 42 anos para ficar pronta e é uma das maiores igrejas do Estado. A grandiosidade, aliada a um teto pintado com imagens de Nossa Senhora da Conceição, Jesus Cristo e Santa Águeda, e um altar com imagens sacras do século XIX, chama a atenção dos visitantes.

Júnior SantosVá de trem: Com partidas a cada hora da estação da Ribeira, em Natal, ao custo de R$ 0,50,  a viagem leva 1h20 até Ceará-Mirim em veículos leves sobre trilhos. Os VLTs são novos, com bancos confortáveis e sistema de ar refrigerado e permitem apreciar a paisagem, passando pelo rio Potengi, a Ponte Velha de Igapó, cruzar pelo município de Extremoz e diversas comunidades.Vá de trem: Com partidas a cada hora da estação da Ribeira, em Natal, ao custo de R$ 0,50, a viagem leva 1h20 até Ceará-Mirim em veículos leves sobre trilhos. Os VLTs são novos, com bancos confortáveis e sistema de ar refrigerado e permitem apreciar a paisagem, passando pelo rio Potengi, a Ponte Velha de Igapó, cruzar pelo município de Extremoz e diversas comunidades.
 
 
FONTE - tribunadonorte.com.br/noticia/partiu-na-terra-do-bara-o/324926

ANTIGA BALANÇA DA USINA ILHA BELA EM CEARÁ-MIRIM


CONTATOS DO BARÃO DE CEARÁ-MIRIM